Pular para o conteúdo principal

CFOP: O que é e como consultar a Tabela CFOP de Entradas e Saídas?



Sabia que as Notas Fiscais não podem ser emitidas sem o Código CFOP? 


CFOP é a sigla para o Código Fiscal de Operações e Prestações. Presente no âmbito empresarial e contábil, este código de 4 dígitos é utilizado para classificar mercadorias de qualquer natureza e também para identificar os prestadores de serviços responsáveis pelos transportes interestaduais ou intermunicipais de mercadorias.

Se você quer saber mais sobre o CFOP e como funciona a Tabela de Entradas e Saídas de mercadorias, continue a leitura!


CFOP
Os contribuintes do IPI ou ICMS já estão acostumados com o Código Fiscal de Operações e Prestações. Quem tem um negócio e lida diariamente com mercadorias precisa ter um controle do que entra e sai no seu estabelecimento, por isso a relevância deste código.

Através do CFOP, é possível não só organizar as entradas e saídas da sua empresa, como também deixar o Governo informado sobre as entregas e devoluções de mercadorias que ocorrem no local, dentre outros tipos de operações. O Governo pode monitorar tanto esta circulação de mercadorias como também os prestadores de serviço que as transportam.
E como consultar as Entradas e Saídas de mercadorias?

Todas as entradas, saídas, aquisições ou prestações de serviços tem um código próprio, que deve ser consultado na Tabela CFOP. Vale destacar também que cada um está dividido em grupos.

Grupos do CFOP
Cada CFOP pode começar pelo dígito 1, 2, 3, 5, 6 ou 7. Vale salientar que o primeiro deles representa algo importante:
  • Uma prestação de serviço;
  • Alguma mercadoria que entrou no Estado;
  • Mercadoria que saiu do Estado;
  • Mercadoria que foi recém-adquirida.

Mas não apenas o primeiro dígito é importante. Para cada código completo há itens a se considerar: o número propriamente dito (Ex.: 1653), a descrição deste número e a origem da mercadoria, que pode abranger o Estado ou Município.

O CFOP 1653, por exemplo, é voltado para operações que ocorrem no Estado de origem da mercadoria. Na descrição deste código, entende-se que ele é utilizado para Compra de Combustível ou Lubrificante pelo consumidor ou usuário final.

Você já sabia disso?
Se costuma ir ao posto de gasolina com certa frequência, talvez já tenha se deparado com esses dígitos (1653) no cupom ou nota fiscal. Ele faz parte do primeiro agrupamento presente na tabela do Código Fiscal de Operações e Prestações.

Existem seis grupos do CFOP, são eles:


ENTRADAS:
1000: Entradas ou aquisições de serviços no Estado
2000: Entradas ou aquisições de serviços de outros Estados
3000: Entradas ou aquisições de serviços do Exterior

SAÍDAS:
5000: Saídas ou prestações de serviços para o Estado
6000: Saídas ou prestações de serviços para outros Estados
7000: Saídas ou prestações de serviços para o Exterior

Na imagem abaixo é possível conferir alguns exemplos de códigos que estão presentes no Agrupamento 1000 e 6000:
cfop
Fonte: https://blog.cefis.com.br/cfop/

________________________

Líderw Softwares Contábeis de Qualidade. Confira em www.liderw.com

Achou interessante compartilhe nas redes sociais

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CNPJ terá letras e números, saiba quando e o motivo

Os números de CNPJ já existentes não sofrerão nenhuma alteração, ou seja, quem já está inscrito no CNPJ permanecerá com o número válido A Receita Federal vai lançar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) Alfanumérico a partir de julho de 2026. A novidade é justificada pelo crescimento contínuo do número de empresas e do iminente esgotamento dos números. “Essa solução tem como objetivo facilitar a identificação de todas as empresas e aprimorar o ambiente de negócios, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, diz a Receita. Os números de CNPJ já existentes não sofrerão nenhuma alteração, ou seja, quem já está inscrito no CNPJ permanecerá com o número válido. Assim como na versão atual, o novo formato de identificação das empresas terá 14 posições. A diferença será que as oito primeiras representarão a raiz do cadastro, sendo composta por letras e números. As quatro seguintes indicarão a ordem do estabelecimento, também em formato alfanu...

Programa Crédito do Trabalhador transfere riscos para empresas e contadores

Nova linha de empréstimo do Governo Federal traz ônus para as empresas e têm falhas de comunicação entre bancos, empregador e contadores O programa Crédito do Trabalhador, lançado pelo Governo Federal com a promessa de facilitar o acesso ao crédito para milhões de trabalhadores formais, vem gerando preocupação entre empresários e profissionais da contabilidade. A iniciativa prevê a realização de empréstimos consignados com taxas de juros mais baixas, descontadas diretamente na folha de pagamento. No entanto, a responsabilidade operacional recai em cima das empresas e, principalmente, sobre os contadores, que enfrentam uma sobrecarga de trabalho e riscos jurídicos significativos. Segundo especialistas, o programa pode criar um cenário de insegurança para os empresários, que já lidam com uma legislação trabalhista complexa e pesada. O contador, de acordo com a legislação, é considerado preposto da empresa, o que o torna pessoalmente responsável por erros na gestão da folha e nos descont...

Pequenos negócios terão de contratar pix automático junto aos bancos

O Pix Automático, nova modalidade lançada pelo Banco Central há algumas semanas, começa a funcionar nesta segunda-feira (16). A funcionalidade foi criada para facilitar o pagamento de despesas recorrentes, como mensalidades, taxas de condomínio, assinaturas, planos de saúde e contas de serviços essenciais. Para os pequenos negócios que quiserem receber os pagamentos neste formato, é necessário contratar o serviço junto às instituições financeiras. Já para o consumidor, a utilização é gratuita. Dependendo do banco, a adesão ao serviço por parte dos empreendedores está disponível nos canais digitais ou nas agências. O custo do serviço é informado no momento da adesão. Como forma de evitar golpes, somente empresas que estão ativas há mais de seis meses podem oferecer o Pix Automático como uma forma de pagamento aos seus clientes. De acordo com pesquisa do Sebrae, o PIX é a modalidade preferida por quase a metade dos microempreendedores individuais do país (48%). Além disso, 97% dos em...

Entenda: disputa em torno do IOF define quem paga por ajuste fiscal

O Executivo e o Legislativo travam disputa, que tem girado em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para definir de onde sairá o dinheiro – em outras palavras, quem pagará a conta ─ para cobrir os R$ 20,5 bilhões necessários para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025. Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou R$ 31,3 bilhões em despesas deste ano.    Analistas consultadas pela  Agência Brasil  avaliam que o governo tem encontrado resistência do Parlamento para aprovar alternativas que evitem cortes ainda maiores dos gastos primários, que costumam afetar a população mais pobre, que é quem mais precisa dos serviços públicos. O Congresso – e setores do empresariado ─ tem resistido a medidas que aumentem a carga tributária  e defende que o Executivo amplie os cortes das despesas primárias.  Os gastos primários são as despesas com serviços públicos, como saúde, educação. Nesse cálculo, não entram os gastos com juros e a dívida pública...