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Qual a importância do balanço patrimonial para uma empresa?


O balanço patrimonial de uma empresa é uma das ferramentas mais importantes que uma organização pode contar. Muitos empresários o comparam a uma foto corporativa interna, feita em um determinado período e que permite olhar toda a situação em que ela se encontra. Isso porque o documento mostra a exata da realidade financeira do negócio naquele momento específico.
A comparação também faz sentido pelo fato do balanço patrimonial ter formato resumido e ser de fácil compreensão, apesar de se tratar de um relatório contábil. Esse perfil de maior clareza ajuda os gestores a tomar decisões mais acertadas a partir desse status.
Neste post vamos entender a importância do balanço patrimonial, a estrutura que ele deve apresentar e as análises que podem ser feitas a partir de seus números.

Qual a importância do balanço patrimonial para uma empresa?

Embora seja obrigatório por lei, o balanço patrimonial é a demonstração contábil mais importante da empresa. Ele não serve apenas para cumprir exigências legais, mas demonstra com clareza para onde está indo o dinheiro, por exemplo.
Com base em seus números, o documento permite aos gestores fazer uma série de análises financeiras da situação do negócio. Esse cenário ajuda a ditar os rumos da empresa com mais segurança e projetar melhor o cenário futuro.
Além disso, é uma ferramenta importante na redução de custos e na administração de riscos. Por meio do balanço patrimonial, é possível planejar o parcelamento das dívidas, evitar processos judiciais e administrativos e buscar a diminuição da carga tributária.

O que o resultado é capaz de demonstrar?

O Balanço Patrimonial aponta todos os valores monetários existentes, sendo eles organizados basicamente no que a empresa possui disponível no momento, direitos de curto e longo prazo e obrigações com terceiros, aumentando a possibilidade de análises temporais da empresa; dessa forma, podemos analisar o quanto possui de estoque, dívidas com fornecedores, empréstimos, obrigações com folha de pagamento e qualquer outro item que possa ser mensurado e que tenha comprovação correta perante toda legislação e normas brasileiras. A partir disso, o gestor consegue ter duas visões claras da situação da empresa: a visão patrimonial e a visão de recursos em investimento.
A visão patrimonial mostra todos os bens, os direitos e as obrigações que a empresa possui com terceiros (fornecedores, bancos e sócios). Os bens são tudo aquilo que possui valor monetário, como as máquinas e equipamentos, as contas bancárias e os estoques, por exemplo. Já os direitos também compreendem valores, mas que ainda não estão na posse da empresa ou ainda não foram convertidos em dinheiro. É o caso, por exemplo, das contas a receber.
Nesta perspectiva, portanto, os bens e os direitos devem estar em equilíbrio com suas obrigações.
Já a visão de recursos em investimento permite que o gestor perceba onde estão sendo feitos os investimentos da empresa e onde é mais vantajoso direcionar recursos. Em outras palavras, é a projeção de rentabilidade do negócio.

Quando o balanço patrimonial é obrigatório?

O balanço patrimonial de uma empresa é obrigatório por lei. A sua previsão está no art. 1.179 do Código Civil, que estabelece a obrigatoriedade das escriturações contábeis empresariais. Além disso, as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) também declara o documento como obrigatório.
A legislação determina, portanto, que todas as empresas devem elaborar o seu balanço patrimonial, inclusive aquelas que optam pelo Simples Nacional, com exceção somente para o pequeno empresário e o empresário rural ao qual se refere no art. 970 do Código Civil, sendo o primeiro com receita bruta anual de até 36 mil ao ano. Se não o fizer poderá sofrer sanções administrativas, como não poder participar de licitações públicas, nem requerer a recuperação judicial, por exemplo.

Qual é a estrutura de um balanço patrimonial?

O balanço patrimonial deve apresentar um formato simples e padronizado. A estrutura está definida na Lei das S.As (Lei 6.404/76), que determina que o documento é dividido em três partes: o ativo, o passivo e o patrimônio líquido.
Vamos analisar cada um deles.

O ativo

O ativo envolve todos os bens, direitos e demais recursos já aplicados pela empresa para gerar benefícios econômicos futuros. Na prática, são os investimentos que o negócio realiza para obter lucro.
Ele é dividido em dois tipos. O ativo circulante abrange os valores que circulam dentro do exercício social seguinte. Já o ativo não circulante é aquele que envolve os bens de permanência duradoura e que são destinados ao funcionamento normal da empresa.

O passivo

O passivo diz respeito às contas destinadas ao cumprimentos das obrigações com terceiros. Portanto, são eventos que também já aconteceram e que exigem a liquidação por meio do ativo.
E assim como acontece com o ativo, o passivo também é dividido em circulante e não circulante. O passivo circulante compreende o pagamento das contas a um curto prazo, em geral de até um ano. Ou seja, já no exercício social seguinte. Já o passivo não circulante envolve as contas a serem liquidadas a longo prazo, ou, então, após 12 meses.

O patrimônio líquido

O patrimônio líquido compreende os recursos próprios da empresa. Ou seja: representa a diferença entre o valor do ativo e o valor do passivo.
É formado, portanto, pelos chamados:
  • Capital social;
  • Reservas de capital;
  • Ajustes de avaliação patrimonial;
  • Reservas de lucros;
  • Ações em tesouraria;
  • Prejuízos acumulados.
Quando o ativo é maior do que o passivo tem-se o patrimônio líquido. Mas quando ocorre o contrário, em que o passivo é maior do que o ativo, o resultado é chamado de passivo a descoberto. Nestes casos, a expressão deve substituir a de patrimônio líquido no balanço social.

Como fazer um balanço patrimonial?

O balanço patrimonial de uma empresa é feito a partir da reunião de todos os lançamentos contábeis que foram realizados durante o ano, como as entradas e saídas de recursos e as compras de mercadorias, por exemplo.
Devido a essa complexidade técnica que a sua elaboração exige, as empresas costumam terceirizar esse serviço. Afinal, só um contador qualificado e exclusivamente focado nos números da empresa consegue apresentar um estudo preciso e sem possibilidades e falhas
Fonte: https://syhus.com.br/2019/09/19/balanco-patrimonial-de-uma-empresa-por-que-e-tao-importante/
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